Quarta-feira, Agosto 19, 2009

É como

Foto: Calçada portuguesa. Praça Duque da Terceira. Cais do Sodré.
Tomar um suco na medida certa do açúcar.
Assistir ao filme perfeitamente Novo e Reconhecível.
Ouvir um acorde ao som de palavras precisas.
Admirar uma beleza que se completa no próximo traço.
Uma tatuagem, que por baixo da pele pede espaço.
Uma luz que percebe-se ao longe.
O que fica no papel rabiscado.
Aquilo que repousa numa terra de qualquer outro vaso e Cresce.
Desaparecer de si mesmo com um simples olhar para o chão.
Aqueles raros momentos em que pensamos podermos ser Reis.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Inspiração da Arte Bruta

Foto: Ele.
Gosto mesmo é de pensar que posso inventar a origem das coisas.
De Montar, na minha cabeça.
Por vezes, essa vontade some e leva junto qualquer esperança de um final não triste.
E é um descrédito certeiro.
Entao as palavras me saltam e entendo quanto tu dizes que caminham pelo ar.
É bom ouvir e ver coisas assim como as tuas.
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À Moacir.

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Cadente

No escuro, o mar é mesmo um segredo profundo.
Numa noite dessas de estrela foi que a Pergunta se pôs.

Chegou de cima.
Foi o pedido inegável da Natureza quem indagou.
Diga: O que queres?
Assim, ofereceu.
Foi como uma Dádiva Descarada.
Dessas que por segundos nos faz acreditar no poder das coisas inexplicáveis.
Tinha ali, nas próprias mãos a liberdade em desejo.
E foi assim que descobriu estar fazendo o seu melhor.
Desejou uma Permanência Sua.

Sábado, Abril 18, 2009

Pare, Olhe e Escute. (Outro)

Outro dia, enquanto folheava um livro não seu, ouviu uma frase que dizia “... tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti”.
E quando se viu, Ali, parada e vendo o tempo passar, deu-se conta de que a espera é necessária quando se quer saber dos vagões.
Deu-se conta da necessidade da calma e pôde olhar.
Ali assim, percebeu reconhecer o seu avesso concreto. Aquilo que lhe deram em vida e que ali deveria ficar.
Ali, uma melodia do movimento era ritmada no seu compasso e não decorar a letra fazia parte da dança.
Ali pôde enxergar, ouvir e assim se acostumar.
Adormeceu Ali por um instante,
Enquanto chegava o momento, de atravessar para o lado de Lá.
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Escrito dia 18 de maio de 2009 às 16:16hrs.

Sexta-feira, Março 13, 2009

Dorme e acorda

Há coisas que parecem ter sido feitas para enfeitiçar.
Para viciar.
É quase como se a segunda calda fosse mais esperta.
O novo ramo mais verde.
A cada respirar,
Vem.
E vem vindo junto um cheiro...
É quase como uma Fábula, em formato ar...
Um sonho.
Que ao findar traz uma alegria intensa...
Por um simples Imaginar, apenas...
E a espera se torna mansa.
Dormindo, no colo de um sorriso prévio.
E na preparação da cama,
Aquela enfermidade insana,
Tomou conta de meu ser.
Hoje assim, Vivo. . Escrito hoje, dia 13 de março.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

O porquê da necessidade, não sabia. Mas desejava mais uma vez estar Ali, no mundo de Lá.

E peço a Ti, se possível, a explicação do inevitável.
Pois foi no nosso barco que descobri que escrever é como conversar com um Deus, ou uma outra natureza inventada.
Descobertas...
Passando a tempestade vem a calmaria de apenas Olhar as plantas. Vem uma fruta do quintal.
Um conforto, Vem.
Vem Baden, vem café, vem cigarros, vem Sol e vem pernas por aqui, meu Lá.
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Escrito pela manhã do dia 16 de fevereiro de 2009.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

E o velho sonho sobre sangrar a testa, voltou.

Foto: Bleeding Heart Flower
Porque pensava sempre na riqueza do imediato?
Porque não ter a paciência das reposições naturais das coisas?
Sabes bem que quando vem a verdade, não se faz necessária a razão, apenas o tempo.
É como querer silenciar um pensamento.
Calar a boca do que lhe restou da infantilidade...
Deixe o sangue escorrer quando preciso!
Deixe estancar com o vento!
E por favor, deixe tudo que tem pernas: Andar.
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Escrito por impulsos escritivos. Sem muito preciso, mas requerido pelo mundo de lá da coragem.