Segunda-feira, Junho 22, 2009

Sedimentos

Por vezes me vem o não medo.
O não pavor e a luz, de saber não existir e por isso, não me preocupar, vêm.
Penso assim, que neste momento divido os centros de alguns artistas, como quando se toca um piano sem saber, mas imaginando as notas em os sons prévios... Que vêm..........
E vêm chegando cada vez mais perto. E o agudo vaiu subindo e quando enfim sucumbi á maioridade da nota, desce novamente em desafio constante com o equeilibrio entre o som e a terra........
E assim se faz o delicioso e melódico encontro da natureza.
De que são feitas as coisas mais puras o chão?

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Inspiração da Arte Bruta

Foto: Ele.
Gosto mesmo é de pensar que posso inventar a origem das coisas.
De Montar, na minha cabeça.
Por vezes, essa vontade some e leva junto qualquer esperança de um final não triste.
E é um descrédito certeiro.
Entao as palavras me saltam e entendo quanto tu dizes que caminham pelo ar.
É bom ouvir e ver coisas assim como as tuas.
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À Moacir.

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Cadente

No escuro, o mar é mesmo um segredo profundo.
Numa noite dessas de estrela foi que a Pergunta se pôs.

Chegou de cima.
Foi o pedido inegável da Natureza quem indagou.
Diga: O que queres?
Assim, ofereceu.
Foi como uma Dádiva Descarada.
Dessas que por segundos nos faz acreditar no poder das coisas inexplicáveis.
Tinha ali, nas próprias mãos a liberdade em desejo.
E foi assim que descobriu estar fazendo o seu melhor.
Desejou uma Permanência Sua.

Sábado, Abril 18, 2009

Pare, Olhe e Escute. (Outro)

Outro dia, enquanto folheava um livro não seu, ouviu uma frase que dizia “... tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti”.
E quando se viu, Ali, parada e vendo o tempo passar, deu-se conta de que a espera é necessária quando se quer saber dos vagões.
Deu-se conta da necessidade da calma e pôde olhar.
Ali assim, percebeu reconhecer o seu avesso concreto. Aquilo que lhe deram em vida e que ali deveria ficar.
Ali, uma melodia do movimento era ritmada no seu compasso e não decorar a letra fazia parte da dança.
Ali pôde enxergar, ouvir e assim se acostumar.
Adormeceu Ali por um instante,
Enquanto chegava o momento, de atravessar para o lado de Lá.
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Escrito dia 18 de maio de 2009 às 16:16hrs.

Sexta-feira, Março 13, 2009

Dorme e acorda

Há coisas que parecem ter sido feitas para enfeitiçar.
Para viciar.
É quase como se a segunda calda fosse mais esperta.
O novo ramo mais verde.
A cada respirar,
Vem.
E vem vindo junto um cheiro...
É quase como uma Fábula, em formato ar...
Um sonho.
Que ao findar traz uma alegria intensa...
Por um simples Imaginar, apenas...
E a espera se torna mansa.
Dormindo, no colo de um sorriso prévio.
E na preparação da cama,
Aquela enfermidade insana,
Tomou conta de meu ser.
Hoje assim, Vivo. . Escrito hoje, dia 13 de março.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

O porquê da necessidade, não sabia. Mas desejava mais uma vez estar Ali, no mundo de Lá.

Foto: Manjericão...
E peço a Ti, se possível, a explicação do inevitável.
Pois foi no nosso barco que descobri que escrever é como conversar com um Deus, ou uma outra natureza inventada.
Descobertas...
Passando a tempestade vem a calmaria de apenas Olhar as plantas. Vem uma fruta do quintal.
Um conforto, Vem.
Vem Baden, vem café, vem cigarros, vem Sol e vem pernas por aqui, meu Lá.
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Escrito pela manhã do dia 16 de fevereiro de 2009.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

E o velho sonho sobre sangrar a testa, voltou.

Foto: Bleeding Heart Flower
Porque pensava sempre na riqueza do imediato?
Porque não ter a paciência das reposições naturais das coisas?
Sabes bem que quando vem a verdade, não se faz necessária a razão, apenas o tempo.
É como querer silenciar um pensamento.
Calar a boca do que lhe restou da infantilidade...
Deixe o sangue escorrer quando preciso!
Deixe estancar com o vento!
E por favor, deixe tudo que tem pernas: Andar.
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Escrito por impulsos escritivos. Sem muito preciso, mas requerido pelo mundo de lá da coragem.